Você grita com seu filho?


Outro dia (como muitas outras vezes já havia feito) gritei com meu filho Tiago, de três anos, porque me desobedeceu. Ele arregalou os olhos, abriu o berreiro e começou a gritar também. Percebi que havia perdido o controle da situação, senti culpa e cheguei a conclusão que meu grito não tinha surtido nenhum efeito. Sabe o que eu fiz? Agi com estratégia.

Lembrei que muitos psicólogos não recomendam grito como forma de educar. E decidi testar uma velha técnica: respirei fundo, abaixei na altura dele, falei bem baixinho que não tinha gostado daquele comportamento, que ele não tinha sido legal comigo ao me desobedecer e que tinha me deixado muito triste. Saí de perto e fui fazer outras coisas.

Em pouco tempo, ele veio atrás de mim e me pediu desculpa. Eu o abracei e disse que ficava muito feliz quando ele me obedecia. Ele saiu dali e foi brincar com a irmã. Tudo ficou em paz!! Aí vão minhas dicas, depois de vivenciar essa situação:

– Primeiro, tenha em mente que educar não é fácil. Vivemos de erros e acertos. É assim mesmo!! Às vezes o que funciona para uma criança não serve para outra. Mas é sempre bom testar com seu filho conselhos de pessoas mais experientes, como os psicólogos. Eles lidam no dia a dia com várias histórias como as nossas.

Se gritou, tudo bem! Mas não faça desta atitude um hábito. Olha o que dizem os especialistas: comunicar de uma maneira não-ameaçadora é muito mais efetivo para “cortar pela raiz” os problemas de comportamento do seu filho sem causar danos às relações.

– E mais: se você só fala gritando, pode contribuir para que seu filho desenvolva um comportamento violento e até depressão. Será que vale a pena arriscar?

– Quando achar que vai perder o controle, respire fundo e tente manter a calma!! Nossa voz deve ser firme para impor respeito, mas isso é bem diferente de gritar!!!

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