Chocolate em excesso pode prejudicar a gravidez. Segredo é limitar o consumo


Para os chocólatras, como eu, a páscoa é um momento esperado com grande ansiedade. Mas se você está grávida e planeja comer muitos ovos de chocolate, todo cuidado é pouco. Essa delícia é fonte de cafeína, substância que quando consumida em excesso pode trazer prejuízos no desenvolvimento fetal, alterações na função cardíaca e respiratória, baixo peso ao nascer, prematuridade e má-formação.

Além disso, o chocolate pode desencadear o diabetes gestacional. É que ele tem altos teores de açúcares e gorduras (chocolate ao leite) e por isso pode alterar a resposta da insulina (hormônio responsável pelo controle do açúcar sanguíneo) de forma exacerbada, naquelas mulheres com fatores de risco de desenvolverem o diabetes (histórico familiar de 1º grau, obesidade, história anterior de diabetes na gestação, ganho de peso gestacional excessivo).

Apesar do alerta, não é preciso radicalizar. De acordo com a nutricionista Flávia da Silva Santos*, na Páscoa a gestante pode consumir o chocolate desde que não exceda a quantidade segura. Na gestação, o consumo da cafeína não deve ultrapassar 200 mg/dia, o que equivale em torno de 300g de chocolate ao leite ao dia. Isso não quer dizer que você possa comer um ovo de 300g de uma só vez, já que a cafeína também está presente no café, guaraná, chás, mate e refrigerante a base de cola.

O grande segredo é a moderação. Mas você pode lançar mão de alternativas como docinhos de cenoura com coco, docinhos de coco, etc.

“Gestantes com histórico de diabetes gestacional, diabetes prévio à gestação ou outros fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes prefiram ganhar um coelhinho de pelúcia”, recomenda Flávia.

* Flávia da Silva Santos é professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Anhanguera de Niterói

A grávida na foto é a amiga linda Carla Coutinho, em registro feito pelo querido Leonardo Candido

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